{"id":2474,"date":"2022-09-15T19:51:50","date_gmt":"2022-09-15T19:51:50","guid":{"rendered":"https:\/\/interaudit.com.br\/?p=2474"},"modified":"2022-09-15T19:51:53","modified_gmt":"2022-09-15T19:51:53","slug":"pensao-alimenticia-stf-pode-limitar-decisao-que-proibiu-cobranca-de-ir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/2022\/09\/15\/pensao-alimenticia-stf-pode-limitar-decisao-que-proibiu-cobranca-de-ir\/","title":{"rendered":"Pens\u00e3o aliment\u00edcia: STF pode limitar decis\u00e3o que proibiu cobran\u00e7a de IR"},"content":{"rendered":"\n<p>Ministros retornam ao tema, tr\u00eas meses ap\u00f3s firmar posi\u00e7\u00e3o, devido a um recurso da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) pode limitar os efeitos da decis\u00e3o que proibiu a cobran\u00e7a de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/imposto_de_renda\/\">Imposto de Renda<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/irpf\/\">(IRPF)<\/a>&nbsp;sobre valores recebidos como pens\u00e3o aliment\u00edcia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros v\u00e3o voltar ao tema &#8211; tr\u00eas meses depois de firmar posi\u00e7\u00e3o &#8211; em raz\u00e3o de um recurso apresentado pela Uni\u00e3o para restringir a quantidade de beneficiados e para que n\u00e3o seja obrigada a devolver dinheiro aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o expressa no m\u00eas de junho permite que aqueles que recebem pens\u00e3o, m\u00e3es com a guarda dos filhos, em sua maioria, deixem de recolher a al\u00edquota de at\u00e9 27,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Uni\u00e3o, todavia, essa libera\u00e7\u00e3o tem impacto bilion\u00e1rio, o que justifica a tentativa de limitar os efeitos da decis\u00e3o. A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) estima perda anual de R$ 1 bilh\u00e3o e de at\u00e9 R$ 6,5 bilh\u00f5es se o governo tiver que devolver aos contribuintes o que pagaram em imposto nos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento desse recurso poder\u00e1 ser a palavra final do STF sobre o caso. Est\u00e1 marcado para ocorrer entre os dias 23 e 30 de setembro, no Plen\u00e1rio Virtual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Solicita\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o quer que os ministros esclare\u00e7am se a decis\u00e3o inclui somente as pens\u00f5es determinadas por decis\u00e3o judicial ou se abrange tudo: as judiciais e as definidas por escritura p\u00fablica, o que aumentaria em quase cem mil o n\u00famero de beneficiados pela isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Defende, no recurso, que sejam s\u00f3 as definidas judicialmente. A amplia\u00e7\u00e3o, diz, tornaria o sistema mais vulner\u00e1vel a fraudes.<\/p>\n\n\n\n<p>Pede, al\u00e9m disso, que os ministros considerem para o benef\u00edcio somente os valores dentro da isen\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/irpf\/\">IRPF<\/a>&nbsp;&#8211; hoje estabelecido no valor mensal de R$ 1.903,98. O argumento, aqui, \u00e9 que o imposto est\u00e1 relacionado \u00e0 capacidade contributiva do contribuinte e ultrapassar o teto geraria desconformidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados de contribuintes, no entanto, n\u00e3o veem muito sentido nessa argumenta\u00e7\u00e3o. &#8220;O valor que est\u00e1 isento n\u00e3o tem nem o que discutir. A pr\u00f3pria tabela do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/irpf\/\">IRPF<\/a>&nbsp;deixa sem tributa\u00e7\u00e3o. O ponto, aqui, \u00e9 que o STF entendeu que n\u00e3o h\u00e1 uma renda nova com a pens\u00e3o aliment\u00edcia. A pessoa que paga separa uma parte da sua renda, que j\u00e1 foi tributada, e repassa para o benefici\u00e1rio\u201d, diz o advogado Suessmann<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Modula\u00e7\u00e3o de efeitos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A AGU pede, ainda, para que os ministros apliquem a chamada modula\u00e7\u00e3o de efeitos ao caso, validando a isen\u00e7\u00e3o somente a partir do encerramento do processo. Se atendida, a Uni\u00e3o n\u00e3o precisar\u00e1 devolver os valores que foram pagos de forma indevida pelos contribuintes no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Geralmente, quando h\u00e1 modula\u00e7\u00e3o, os ministros estabelecem como marco a data do julgamento de m\u00e9rito que, nesse caso, ocorreu em 3 de junho, e tamb\u00e9m costumam preservar aqueles contribuintes que, at\u00e9 a data de corte, tinham a\u00e7\u00f5es em andamento na Justi\u00e7a para discutir a cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Contexto<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/irpf\/\">IRPF<\/a>&nbsp;sobre os valores recebidos como pens\u00e3o aliment\u00edcia \u00e9 analisada pelos ministros por meio de uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade proposta em 2015 pelo Instituto Brasileiro de Direito de Fam\u00edlia (IBDFAM) &#8211; ADI 5422.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade questionava dispositivos da Lei n\u00ba 7.713, de 1981, e do Regulamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/imposto_de_renda\/\">Imposto de Renda<\/a>&nbsp;(RIR) que preveem o recolhimento do tributo pela pessoa que recebe os valores.<\/p>\n\n\n\n<p>O placar, no julgamento de m\u00e9rito, fechou em oito votos a tr\u00eas. Prevaleceu o entendimento do relator, o ministro Dias Toffoli, pela inconstitucionalidade das normas.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es do Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ministros retornam ao tema, tr\u00eas meses ap\u00f3s firmar posi\u00e7\u00e3o, devido a um recurso da Uni\u00e3o. O Supremo Tribunal Federal (STF) pode limitar os efeitos da decis\u00e3o que proibiu a cobran\u00e7a de&nbsp;Imposto de Renda&nbsp;(IRPF)&nbsp;sobre valores recebidos como pens\u00e3o aliment\u00edcia.&nbsp; Os ministros v\u00e3o voltar ao tema &#8211; tr\u00eas meses depois de firmar posi\u00e7\u00e3o &#8211; em raz\u00e3o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2475,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2474","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2474","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2474"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2474\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2476,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2474\/revisions\/2476"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2475"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}