{"id":1916,"date":"2022-01-31T13:00:21","date_gmt":"2022-01-31T13:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/interaudit.com.br\/?p=1916"},"modified":"2022-01-31T13:00:23","modified_gmt":"2022-01-31T13:00:23","slug":"as-despesas-aduaneiras-na-importacao-e-o-conceito-de-insumos-para-o-pis-cofins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/2022\/01\/31\/as-despesas-aduaneiras-na-importacao-e-o-conceito-de-insumos-para-o-pis-cofins\/","title":{"rendered":"As despesas aduaneiras na importa\u00e7\u00e3o e o conceito de &#8216;insumos&#8217; para o PIS\/Cofins"},"content":{"rendered":"\n<p>Cr\u00e9ditos da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da Cofins com despesas portu\u00e1rias na importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta coluna, o tema dos cr\u00e9ditos da contribui\u00e7\u00e3o ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS<\/a>&nbsp;e da Cofins&nbsp;com despesas portu\u00e1rias na importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi muito bem abordado&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-jan-26\/direto-carf-despesas-aduaneiras-importacao-conceito-insumos-piscofins#_ftn1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[1]<\/a>.&nbsp;O que se buscar\u00e1 nessa nova oportunidade \u00e9 apresentar com mais vagar alguns pressupostos para a an\u00e1lise do assunto sobre as importa\u00e7\u00f5es, bem como destrinchar diferentes quest\u00f5es que aparecem dentro dessa tem\u00e1tica na jurisprud\u00eancia do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tanto, parece v\u00e1lida uma pequena digress\u00e3o&nbsp;a respeito da forma de olhar o termo &#8220;insumo&#8221;&nbsp;previsto na legisla\u00e7\u00e3o como&nbsp;<em>conceito jur\u00eddico indeterminado&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-jan-26\/direto-carf-despesas-aduaneiras-importacao-conceito-insumos-piscofins#_ftn2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[2]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conceitos indeterminados abundam em todos os ramos do Direito. Afinal, \u00e9 certo que a indetermina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica da pr\u00f3pria linguagem. Assim, a indetermina\u00e7\u00e3o dos conceitos n\u00e3o corresponde necessariamente a uma imperfei\u00e7\u00e3o ou v\u00edcio da linguagem,<em>&nbsp;&#8220;sen\u00e3o como uma de suas propriedades que permite cumprir a fun\u00e7\u00e3o de expressar e valorar condutas, rela\u00e7\u00f5es e objetos materiais&#8221;.<\/em>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-jan-26\/direto-carf-despesas-aduaneiras-importacao-conceito-insumos-piscofins#_ftn3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[3]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Como explica Hart ao tratar da textura aberta do Direito, existem os casos simples, familiares, incontroversos&#8230; Pois dizem respeito a contextos semelhantes daqueles postos na f\u00f3rmula geral tra\u00e7ada pelo texto legal&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-jan-26\/direto-carf-despesas-aduaneiras-importacao-conceito-insumos-piscofins#_ftn4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[4]<\/a>.&nbsp;Consequentemente, a aplica\u00e7\u00e3o da norma n\u00e3o causar\u00e1 dificuldades, sendo esse o &#8220;n\u00facleo de certeza positiva&#8221;&nbsp;do Direito. Do lado diametralmente oposto, tamb\u00e9m ser\u00e3o simples os casos que em nada tangenciam os termos estabelecidos pelo texto jur\u00eddico, aqueles do &#8220;n\u00facleo de certeza negativa&#8221;, que ningu\u00e9m cogita que possam render ensejo \u00e0 subsun\u00e7\u00e3o da norma ao fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre tais n\u00facleos de certeza aparecem as zonas cinzentas&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-jan-26\/direto-carf-despesas-aduaneiras-importacao-conceito-insumos-piscofins#_ftn5\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[5]<\/a>,&nbsp;justamente onde n\u00e3o h\u00e1 certeza, mas, sim, d\u00favida.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas ditas zonas cinzentas \u00e9 poss\u00edvel que exsurja uma diversidade de opini\u00f5es sobre se a hip\u00f3tese normativa tenha ou n\u00e3o se verificado no mundo dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o in\u00fameros os exemplos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-jan-26\/direto-carf-despesas-aduaneiras-importacao-conceito-insumos-piscofins#_ftn6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[6]<\/a>, sendo o caso que nos interessa nesse momento o do conceito de insumo para fins de tomada de cr\u00e9dito da Contribui\u00e7\u00e3o ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS<\/a>&nbsp;e da Cofins&nbsp;(cf. artigo 3\u00ba, inciso II, das Leis n\u00bas 10.637\/2002 e 10.833\/2003).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 consabido que durante longo per\u00edodo a Receita Federal promoveu autua\u00e7\u00f5es fiscais para glosa de cr\u00e9ditos dos contribuintes, tendo como argumenta\u00e7\u00e3o as Instru\u00e7\u00f5es Normativas 247\/2002 e 404\/2004, concluindo que determinados disp\u00eandios com produtos e servi\u00e7os n\u00e3o caracterizavam insumos para fins de apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito das contribui\u00e7\u00f5es, conforme disciplinam os artigos 3\u00ba, inciso II, das Leis n\u00ba&nbsp; 10.637\/2002 e 10.833\/2003. Posteriormente, o STJ veio pacificar a controv\u00e9rsia por meio do REsp 1.221.170, julgado pela sistem\u00e1tica dos recursos repetitivos. Nessa oportunidade, julgou que as citadas INs s\u00e3o ilegais e definiu insumos como os disp\u00eandios essenciais e relevantes ao processo produtivo da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O que se v\u00ea, ent\u00e3o, \u00e9 que antes do REsp 1.221.170 o n\u00facleo de certeza sobre o conceito de insumo na legisla\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS<\/a>&nbsp;e da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cofins\/\">Cofins<\/a>&nbsp;era menor, restrito \u00e0s INs 247\/02 e 404\/04. Depois do REsp 1.221.170, passamos a ter um n\u00facleo de certeza maior, circunscrito pelas ideias de essencialidade e relev\u00e2ncia&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-jan-26\/direto-carf-despesas-aduaneiras-importacao-conceito-insumos-piscofins#_ftn7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[7]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse novo contexto, vemos que o Carf, com a fun\u00e7\u00e3o de um dos mais importantes int\u00e9rpretes dos conceitos trazidos pela legisla\u00e7\u00e3o federal, vem se deparando com dois tipos de discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"pertinencia-x-comeco-e-fim\"><strong>Pertin\u00eancia X Come\u00e7o e Fim<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O primeiro deles diz respeito \u00e0<em>&nbsp;pertin\u00eancia<\/em>&nbsp;do gasto para determinado&nbsp;<em>processo produtivo,<\/em>&nbsp;para fins de aferir sua essencialidade e relev\u00e2ncia para a empresa tomadora do cr\u00e9dito. Como exemplo, temos os disp\u00eandios com publicidade e propaganda, os quais geraram os respectivos cr\u00e9ditos das contribui\u00e7\u00f5es corretamente no contexto de empresas prestadoras de servi\u00e7o de marketing (cf. Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 3401-005.29 e n. 3201-005.668). Ainda como exemplo, tem-se os gastos com comiss\u00e3o nas compras de caf\u00e9, cujos cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins&nbsp;foram admitidos nos Ac\u00f3rd\u00e3os n\u00ba 3301-005.840 e n\u00ba 9303-007.291. Em ambas as situa\u00e7\u00f5es, o n\u00facleo de certeza ampliado a respeito do conceito de insumo tra\u00e7ado pelo STJ no REsp n\u00ba&nbsp;1.221.170 foi fundamental para o desfecho dos casos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o segundo tipo de discuss\u00e3o tem como foco&nbsp;<em>o come\u00e7o e o fim<\/em>&nbsp;do&nbsp;<em>processo produtivo<\/em>, de acordo com a l\u00f3gica tra\u00e7ada pelo repetitivo do STJ (essencialidade e relev\u00e2ncia). Onde se inicia e onde termina o processo produtivo para fins de aferi\u00e7\u00e3o da essencialidade e relev\u00e2ncia dos gastos empresariais?<\/p>\n\n\n\n<p>Como exemplo de caso em que a lide se instaura sobre o in\u00edcio do processo produtivo da empresa para fins de creditamento da contribui\u00e7\u00e3o ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS<\/a>&nbsp;e da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cofins\/\">Cofins,<\/a>&nbsp;tem-se as&nbsp;<em>despesas aduaneiras na importa\u00e7\u00e3o<\/em>. Enquanto isso, a d\u00favida exsurge sobre a finaliza\u00e7\u00e3o do processo produtivo nos casos de envolvendo frete de produto acabado ou nas opera\u00e7\u00f5es envolvendo a exporta\u00e7\u00e3o de produtos\/servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 adiantado, neste artigo falaremos sobre as&nbsp;<em>despesas aduaneiras na importa\u00e7\u00e3o,<\/em>&nbsp;ou seja, sobre a d\u00favida a respeito de neste momento j\u00e1 existir processo produtivo e, consequentemente, j\u00e1 ser poss\u00edvel a apropria\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da Receita Federal, em contexto pr\u00e9vio ao julgamento repetitivo pelo STJ, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 241-Cosit, de 19 de maio de 2017, vemos o entendimento no sentido de que, no regime de apura\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumulativa da contribui\u00e7\u00e3o para o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS,<\/a>&nbsp;n\u00e3o \u00e9 admitido o desconto de cr\u00e9ditos em rela\u00e7\u00e3o aos disp\u00eandios com servi\u00e7os aduaneiros e frete interno referente ao transporte de mercadoria importada do ponto de fronteira, porto ou aeroporto alfandegado, at\u00e9 o estabelecimento da pessoa jur\u00eddica no territ\u00f3rio nacional. Contudo, a pr\u00f3pria Receita j\u00e1 admitia o desconto de cr\u00e9ditos em rela\u00e7\u00e3o aos disp\u00eandios com armazenagem de mercadoria nacional ou importada, desde que contratada a armazenagem junto a pessoa jur\u00eddica domiciliada no Brasil e que a mercadoria seja encaminhada diretamente do armaz\u00e9m para o adquirente, e cumpridos os demais requisitos normativos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"subtemas\"><strong>Subtemas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em pesquisa sobre o tema na jurisprud\u00eancia do Carf&nbsp;com o termo &#8220;despesas aduaneiras&#8221;&nbsp;para o per\u00edodo compreendido entre 2019 e 2021, podemos encontrar julgamentos a respeito de dois grandes subtemas: 1) direito ao cr\u00e9dito de frete e armazenagem dos bens importados; 2) direito ao cr\u00e9dito de despesas com despachante aduaneiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao primeiro subtema, vemos uma uniformidade nos julgamentos, seguindo o Parecer Cosit n\u00ba 05\/2018, item 46 a 48, e com a mesma l\u00f3gica dos cr\u00e9ditos sobre gastos com frete de mat\u00e9ria prima. Numa s\u00edntese, o Carf&nbsp;autoriza o creditamento relativo ao frete e armazenagem dos bens importados.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, destacamos o Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba&nbsp;3301-006.879, quando afirma que&nbsp;<em>&#8220;as despesas aduaneiras se incluem nos custos das mercadorias importadas adquiridas e utilizadas na produ\u00e7\u00e3o ou fabrica\u00e7\u00e3o de produtos destinados a venda&#8221;.<\/em>&nbsp;Tamb\u00e9m o Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba&nbsp;3301-008.948, ao colocar que:&nbsp;<em>&#8220;No transporte de insumos do ponto de entrada no territ\u00f3rio nacional at\u00e9 o estabelecimento da adquirente, enquadram-se na hip\u00f3tese de custos de produ\u00e7\u00e3o, pois que tais disp\u00eandios integram o custo da produ\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 finalizada no estabelecimento industrial, ou seja, integra-se tal custo no processo produtivo. Por fim o Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba&nbsp;3301-008.484, segundo o qual &#8216;os gastos log\u00edsticos essenciais e\/ou relevantes \u00e0 produ\u00e7\u00e3o d\u00e3o direito ao cr\u00e9dito. Incluem-se no contexto da produ\u00e7\u00e3o os disp\u00eandios log\u00edsticos com o trato alfandeg\u00e1rio da carga. (&#8230;) pode descontar cr\u00e9ditos calculados em rela\u00e7\u00e3o aos gastos com transporte, armazenagem e log\u00edstica dentro da zona portu\u00e1ria'&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 alcan\u00e7ando o segundo subtema, o direito ao cr\u00e9dito de&nbsp;<em>despesas com despachante aduaneiro<\/em>, diferentemente do anterior, \u00e9 controverso no Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado aparecem as decis\u00f5es deferindo o direito ao cr\u00e9dito das contribui\u00e7\u00f5es. \u00c9 o que vemos nos Ac\u00f3rd\u00e3os n\u00ba 3301-009.567 e n\u00ba 3301-009.565:&nbsp;<em>&#8220;A&nbsp;Recorrente contratou perante empresas nacionais a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de assessoria aduaneira para o desembara\u00e7o de mercadorias por ela transportadas, sendo que o pr\u00f3prio transporte, inclusive internacional, \u00e9 sua atividade. Tendo em conta as notas fiscais juntadas, n\u00e3o resta d\u00favida quanto ao direito de a requerente se apropriar dos cr\u00e9ditos correspondentes aos valores pagos relativos \u00e0s despesas log\u00edsticas em quest\u00e3o&#8221;<\/em>&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-jan-26\/direto-carf-despesas-aduaneiras-importacao-conceito-insumos-piscofins#_ftn8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[8]<\/a>. Do Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 3301-005.413, extrai-se a seguinte passagem:&nbsp;<em>&#8220;\u00c9 poss\u00edvel a apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito a descontar das contribui\u00e7\u00f5es n\u00e3o cumulativas sobre valores relativos a despesas com despachantes aduaneiros&#8221;<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>De outro lado, o mesmo cr\u00e9dito n\u00e3o foi concedido no julgamento do Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba&nbsp;3402-008.178, do qual se retira a seguinte passagem:&nbsp;<em>&#8220;Em verdade, os servi\u00e7os de desembara\u00e7o das mercadorias importadas est\u00e3o muito mais pr\u00f3ximos \u00e0s demais atividades meio do contribuinte (como&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/contabil\/contabilidade\/\">contabilidade<\/a>&nbsp;e jur\u00eddico) do que insumos da produ\u00e7\u00e3o dos fertilizantes. Mais ainda, a utiliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os sequer \u00e9 imposta ao contribuinte, podendo este realizar pessoalmente o desembara\u00e7o das mercadorias importadas, o que deixa de atender inclusive o t\u00e3o conhecido teste de subtra\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em>.&nbsp; No mesmo sentido, foram proferidos os Ac\u00f3rd\u00e3os n\u00ba 3001-000.728 e 3402-007.708.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda necess\u00e1rio destacar que existem precedente no sentido de limitar o direito ao cr\u00e9dito com despesas aduaneiras nas importa\u00e7\u00f5es sob o seguinte fundamento:&nbsp;<em>&#8220;Disp\u00eandios concernentes \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de bens s\u00f3 podem gerar cr\u00e9ditos da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cofins\/\">Cofins<\/a>&nbsp;na forma do artigo&nbsp;15, incisos I e II, e \u00a7\u00a71\u00ba e 3\u00ba, da Lei n\u00ba 10.865\/04, ou seja, quando tenham se sujeitado ao pagamento da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep\/Importa\u00e7\u00e3o e da Cofins\/Importa\u00e7\u00e3o&#8221;&nbsp;<\/em>(Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9303-008.068).<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00ea-se, assim, que em face do advento do REsp n\u00ba&nbsp;1.221.170, h\u00e1 uma forte inclina\u00e7\u00e3o do Carf&nbsp;em aceitar as despesas aduaneiras nas importa\u00e7\u00f5es como gastos essenciais, pass\u00edveis de gerar os respectivos cr\u00e9ditos da contribui\u00e7\u00e3o ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS<\/a>&nbsp;e da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cofins\/\">Cofins.<\/a>&nbsp;Contudo, esse entendimento ainda n\u00e3o \u00e9 pac\u00edfico no que tange, por exemplo, aos disp\u00eandios com despachantes aduaneiros, deixando em suspenso a discuss\u00e3o sobre o papel da Lei 10.865\/04 no sentido de limitar o direito ao cr\u00e9dito previsto pelas Leis n\u00ba&nbsp;10.637\/2002 e n\u00ba 10.833\/2003 e a aplica\u00e7\u00e3o do precedente vinculante do STJ&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-jan-26\/direto-carf-despesas-aduaneiras-importacao-conceito-insumos-piscofins#_ftn9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[9]<\/a>; bem como deixando d\u00favida sobre o que se entende por &#8220;obrigatoriedade&#8221;&nbsp;do gasto para fins de apropria\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito das contribui\u00e7\u00f5es&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-jan-26\/direto-carf-despesas-aduaneiras-importacao-conceito-insumos-piscofins#_ftn10\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[10]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, diante da enormidade de situa\u00e7\u00f5es f\u00e1ticas vivenciadas pelos contribuintes a respeito do ainda indeterminado, embora mais amplo, conceito de&nbsp;<em>insumo<\/em>&nbsp;no \u00e2mbito da contribui\u00e7\u00e3o ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS<\/a>&nbsp;e da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cofins\/\">Cofins,<\/a>&nbsp;as dificuldades persistem.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:&nbsp;<em>CONJUR<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cr\u00e9ditos da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da Cofins com despesas portu\u00e1rias na importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o Nesta coluna, o tema dos cr\u00e9ditos da contribui\u00e7\u00e3o ao&nbsp;PIS&nbsp;e da Cofins&nbsp;com despesas portu\u00e1rias na importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi muito bem abordado&nbsp;[1].&nbsp;O que se buscar\u00e1 nessa nova oportunidade \u00e9 apresentar com mais vagar alguns pressupostos para a an\u00e1lise do assunto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1917,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1916","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1916","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1916"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1916\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1918,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1916\/revisions\/1918"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1917"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/interaudit.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}